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LILI PALMER

Encontrando a fama na Inglaterra e em Hollywood como uma emigrante, ela se firmou como uma estrela versátil internacional na Alemanha e filmes Europeus de meados da década de cinquenta até a década de oitenta.

Lili Palmer

Lilli Marie Peiser (1914-1986) nasceu em Posen (Alemanha, hoje Posnônia, Polônia) filha de um cirurgião e de uma atriz de teatro, ambos de origem judaica, e foi educada em Berlim, onde trabalhou em produções teatrais enquanto estudava arte dramática com Lucie Höflich, atriz e diretora da Staatliche Schausplelschule (Escola Estadual de Teatro). Em 1932 ela fez sua estréia profissional no Rose-Theater, e continuou interpretando soubrettes em operetas e em papéis cômicos no Landestheater em Darmstadt. Quando os nazistas chagaram ao poder, Lili emigrou para Paris onde apresentou números musicais e de dança em cabarés e boates num ato duplo com sua irmã mais velha Irene.

 Lili e Esmond Knight em Crime Unlimited

Mudando-se para a Inglaterra em 1934, Lili estreou no cinema como atriz principal feminina em Crime Unlimited / 1935, dirigido por Ralph Ince e produzido por Irving Asher, seguindo-se uma série de papéis coadjuvantes, como a arrumadeira no thriller de espionagem de Alfred Hitchcock Agente Secreto / Secret Agent / 1936, antes de alcançar reconhecimento nacional com um papel de destaque em A Grande Barreira / The Great Barrier / 1937. A partir de 1938 ela participou das primeiras produções televisivas da BBC. Trabalhando também no teatro Britânico desde 1936, Lili casou-se com o ator Rex Harrison em 1943.

Lili e Rex Harrison em Ironia do Destino

Seus papéis marcantes durante os anos de guerra foram sua atuação como uma aparição fantasmagórica em Thunder Rock / 1942, como uma refugiada tcheca em The Gentle Sex / 1943, e como uma judia austríaca fugindo dos nazistas em Ironia do Destino / The Rake’s Progress / 1945.

Gary Cooper e Lili em O Grande Segredo

Junto com Harrison, Lili se mudou para os Estados Unidos em 1945. Seu primeiro sucesso em Hollywood foi como uma combatente da Resistência no thriller de guerra de Fritz Lang O Grande Segredo / Cloak and Dagger / 1946. De 1949 em diante ela e Harrison apareceram juntos regularmente, em produções da Broadway, na televisão, e no filme de Irving Reis, The Fourposter / 1952, que recebeu um prêmio no Festival de Veneza de 1963.

Harrison e Lili em The Fourposter

Deslocando-se para a Europa no início dos anos cinquenta após o fim de seu casamento, a estréia de Lili num filme alemão foi em A Rainha do Circo / Feuerwerk / 1954 de Kurt Hoffman, no qual sua apresentação da canção “O mein Papa” se tornou um sucesso tanto que no lançamento da versão em inglês, o título foi mudado para Oh! My Pa-pa!

Romy Schneider e Lili em Senhoritas de Uniforme

Agora uma estrela germânica vista principalmente em “dramas problemáticos”, ela ganhou o German Film Award por sua performance como a esposa obsessiva em Teufel in Seide / 1955 de Rolf Hansen, e de novo pelo seu papel principal em Anastasia, a Princesa Esquecida / Anastasia, Die Letzte Zarentochter / 1956, de Falk Harnack. Outras aparições notáveis em filmes ocorreram em Der Gläserne Turm / 1957, interpretando o papel de uma socialite adúltera e na refilmagem do clássico de Leontine Sagan Senhoritas de Uniforme / Mädchen in Uniform / 1958, no qual a parceira de Lili na tela foi a jovem Romy Schneider.

Albert Lieven e Lili em Uma Saudade em Cada Alma

Gérard Philipe e Lili em Os Amantes de Montparnasse

Lili e Wiliam Holden em O Falso Traidor

Do final da década de cinquenta em diante, Lili retomou sua carreira internacional, e estrelou filmes franceses (v. g.  Os Amantes de Montparnasse / Montparnasse 19 / 1958), britânicos (v. g. Uma Saudade em Cada Alma / Conspiracy of Hearts / 1960, de Hollywood (v. g. O Falso Traidor / The Counterfeit Traitor / 1962), ítalo-britânicos (v. g. Operação Crosbow / Operation Crossbow /1965)   lado a lado de seu trabalho na Alemanha. Frequentemente na televisão da Alemanha Ocidental a partir do início dos anos setenta, Lili interpretou o papel-título na adaptação do romance de Thomas Mann “Lotte in Weimar” feita por Egon Günthers, tentativa malsucedida do estúdio Defa da Alemanha Oriental de entrar em mercados internacionais.

Além de suas atuações e aparições  na televisão, Lili ganhou nos últimos anos aclamação como pintora, e como autora de quatro romances mais vendidos e duas autobiografias, “Dickie Lili – gutes kind” / 1974 e “Der rote Rabe”/ 1971.

ASTROS NAS FORÇAS ARMADAS NORTE-AMERICANAS

Os Film Daily Yearbooks de 1942-1943 fornecem uma lista imensa do pessoal do cinema que prestava serviço nas forças armadas naqueles anos da Segunda Guerra Mundial, destacando-se: Darryl F. Zanuck, Merian C. Cooper, James Stewart, Frank Capra, Lloyd Bacon, Robert Montgomery, Douglas Fairbanks Jr., John Ford, Gregg Toland, Anatole Litvak, Garson Kanin, Richard Barthelmess, Alan Ladd, Van Heflin, Jon Hall, John Alton, Louis Hayward, Robert Cummings, Gene Autry, Lew Ayres, John Huston, George Cukor, William Keighley, Clark Gable, Joseph H. Lewis, William Holden, Cesar Romero, Robert Preston, George O’Brien, George Brent, Robert Taylor, Victor Mature, Melvyn Douglas, John Carroll, John Payne, Gilbert Roland, Wayne Morris, Donald Crisp, MacDonald Carey, Bruce Cabot, Sterling Hayden, Henry Fonda, Robert Stack, Robert Parrish, Robert Mitchum, Burgess Meredith, George Stevens, Ronald Reagan, Glenn Ford, entre inúmeros outros. Isso sem contar os artistas que, no futuro, iriam despontar nas telas, como Lee Marvin, Charles Bronson, Rock Hudson, Paul Newman, Kirk Douglas, Jason Robards Jr., Telly Savalas, George Kennedy, James Arness, Jack Palance e Audie Murphy (o soldado mais condecorado na Segunda Guerra Mundial, recebendo 24 medalhas inclusive a Congressional Medal of Honor), contando-se, entre os diretores, Robert Altman, Richard Brooks, Martin Ritt, Samuel Fuller etc.

Audie Murphy e suas condecorações

 

James Stewart em Winning Our Wings

O ator Donald Crisp, veterano da Primeira Guerra Mundial, com 62 anos de idade, estava em atividade na inteligência militar e até Francis Ford, o irmão mais velho de John Ford, alistou-se em abril de 1943, mas foi desligado durante um treinamento, quando descobriram sua verdadeira idade: sessenta e cinco anos.  Robert Taylor, por exemplo, serviu como instrutor de voo no setor de transporte aeronaval, chegou a dirigir 17 filmes de treinamento e narrou o documentário de longa-metragem Belonave / The Fighting Lady / 1944. Clark Gable, na aviação, cumpriu várias missões sobre a Alemanha e atingiu o posto de Major. James Stewart, comandante de bombardeiro, fez muitos voos arrojados contra o inimigo e se reformou em 1968 como general-brigadeiro da Air Force Reserve. Num filme de recrutamento, Quem Quiser Ter Asas / Winning Your Wings / 1942, Stewart aparecia convocando os rapazes para a aviação.

 

Errol Flyn em Um Punhado de Bravos

Muita gente pode ter pensado que John Wayne, o homem que simbolizaria o patriotismo e o orgulho norte-americano praticamente ganhou a Segunda Guerra Mundial.  E, se ele não ganhou, Errol Flynn ganhou- ou pelo menos ele retomou Burma sozinho (em Um Punhado de Bravos / Objective Burma / 1945), o que naturalmente enfureceu os ingleses.  O fato, porém, é que nem Wayne nem Flynn jamais vestiram um uniforme ou dispararam um só tiro no conflito mundial.

John Wayne em Iwo Jima o Portal da Glória

Pai de quatro filhos, casado (embora separado de sua esposa Josephine) e com 34 anos de idade em 1942, Wayne foi classificado pelo Selective Service como 3-A (isenção por ser arrimo de família). Em 1944, quando os militares receavam uma falta de combatentes, ele foi reclassificado como 1-A (apto para o serviço militar). Não existe prova de que ele tivesse contestado esta classificação, porém seu empregador, o estúdio da Republic Pictures, o fez, solicitando que fosse concedida ao ator a classificação 2-A (isenção no interesse nacional), isto é, venda de bônus de guerra, visita às tropas etc.). Wayne foi muito criticado por não ter demonstrado interesse em servir à pátria, preferindo incrementar sua carreira.

Errol Flynn não serviu nas forças armadas porque sofria de malária recorrente e de tuberculose. Quando a Warner Bros. tentou fazer o seguro dele nos meados dos anos trinta, os médicos verificaram que ele estava nos estágios iniciais de insuficiência cardíaca congestiva. Flynn tentou se alistar no Exército, na Marinha, no Corpo de Fuzileiros Navais e no Corpo Aéreo do Exército, mas foi rejeitado e todas as vezes. O estúdio ocultou as razões de sua rejeição, porque seus executivos acharam que isto prejudicaria a imagem cinematográfica do astro.

Lew Ayres em Nada de Novo na Frente Ocidental

Ficou muito conhecido o caso de Lew Ayres, que interpretou o papel do jovem soldado alemão morto ao esticar o braço para fora da trincheira, tentando pegar uma borboleta no filme Sem Novidade no Front / All Quiet on the Western Front / 1930. Em março de 1942, Ayres foi classificado como 4 E e foi internado em um Co Camp (Conscientius Objector Camp) destinado para pessoas que, por razões de consciência, recusavam-se a tomar parte ativa na guerra. A notícia de que um ator de Hollywood recusara-se a cumprir seu dever patriótico, despertou o clamor público, e foi causa de debate. Eventualmente, ele foi reclassificado, serviu como coragem e distinção durante três anos como padoleiro e enfermeiro no corpo médico das operações no Pacífico Sul e doou todo o dinheiro que ganhou nas forças armadas para a Cruz Vermelha Americana. Os nativos das Filipinas na Campanha de Leyte costumavam chamá-lo de Dr. Kildare, personagem que encarnava na conhecida série da MGM.

 

Burgess Meredith em  Artilheiros das Nuvens

Nenhum artista convocado obteve tanta publicidade como Ronald Reagan. Ele ficava bem de uniforme e seu estúdio e nas revistas de fãs esforçaram-se para retratá-lo como o soldado do Exército modelo, casado com uma esposa exemplar do tempo da guerra, Jane Wyman, que também era atriz. Como oficial da cavalaria da reserva, Reagan foi chamado em abril de1942; mas, devido a sua deficiência de visão, ficou desqualificado para o serviço ativo. Ele jamais deixou a Califórnia durante o conflito mundial. Seu primeiro posto foi no quartel da cavalaria em Fort Mason, sendo em seguida requisitado pela Força Aérea. Para integrar a FMPU, sua unidade cinematográfica sediada no Hal Roach Studios. Os shorts mais conhecidos nos quais participou foram Além do Dever / Beyond the Line of Duty / 1942 (premiado com o Oscar de Melhor Curta-metragem de dois rolos), e Artilheiros das Nuvens / Rear Gunner / 1943., ambos da série Broadway Brevities da Warner Bros. No primeiro short ele atuou como narrador e no segundo short, como ator ao lado de Burgess Meredith, ao qual coube o papel principal.

DESENHOS ANIMADOS NO ESFORÇO DE GUERRA

Poucas semanas após a entrada dos Estados Unidos no segundo conflito mundial, tanto a Warner Bos como Disney começaram a trabalhar nos projetos de animação relacionados com o

Any Bonds Today

esforço de guerra. Em janeiro de 1942 foram lançados Any Bonds Today, desenhos de dois minutos do coelho Pernalonga produzidos pela unidade de Leo Schlesinger, estimulando a compra de bônus de guerra e The New Spirit, desenho de oito minutos do Paro Donald produzido por Walt Disney, destacando a importância do recolhimento dos impostos para a vitória, ambos produzidos para o departamento do Tesouro.

O estúdio Disney, com seus 1.200 empregados, foi o único classificado como fábrica de produção de guerra oficial prelo governo e, por causa disso, ficava cercado por sacos de areia e artilharia antiaérea.

Durante a Segunda Guerra Mundial, 90% dos animadores realizaram centenas de filmes de treinamento e de informação e desenharam mais de mil insígnias militares, sendo que o Pato Donald figurou em mais de quatrocentas das mesmas. Em 1943, Disney fez The Spirit of 43; Vitória pela Força Aérea / Victory Through Air Power (baseado no livro do major Alexander Seversky sobre o bombardeio estratégico de longo alcance, encaixando desenho na ação “ao vivo”, e dois especiais, Educação para a Morte / Education for Death – The Making of a Nazi e Razão e Emoção / Reason and Emotion. No mesmo ano, Vida de Nazista / Der Fuherer’s Face, desenho do Pato Donald satirizando o nazismo, obteve o Oscar da Academia. Nos outros desenhos Disney também introduziu temas de propaganda, como em Donald é Sorteado / Donald Gets Drafted / 1942, A Mascote do Exército / The Army Mascot / 1942, O Soldado Invisível / The Vanishing Private / 1942, Aviador do Barulho / Sky Trooper / 1942, A Sentinela / Private Pluto / 1943, O Automo … Bastão / Victory Vehicles / 1943, Pateta, o Marujo / How to be a Sailor / 1944, O Paraquedista / Commando Duck / 1944 etc.

Private Pluto

Nips the NIps

Pigeon Patrol

As unidades de animação dos outros estúdios atuaram mais esporadicamente, mas no todo a produção de cartoons relacionados com a guerra foi substancial. Eis alguns exemplos: a unidade de Max Fleischer na Paramount (e depois seus sucessores na fase Famous Studios) acionou o marinheiro Popeye em filmes como Popeye Motorizado / Many Tanks / 1942, You’re a Sap, Mr. Jap / 1942, Ao Fundo os Japoneses / Scrap the Japs / 1942, Spinach for Britain / 1943 etc e o Super-Homem (Superman) em Sabotagem e Companhia / Destruction Inc / 1942, A Mão Infalível / The Eleventh Hour / 1942 e Japoteurs / 1942; a unidade Hanna-Barbera da MGM ganhou o Oscar de 1943 pelo seu desenho patriótico O Rato Patriota / Yankee Doodle Mouse, da  série Tom e Jerry; a unidade de Schlesinger na Warner usou novamente o Pernalonga, desta vez para enfrentar os japoneses em Bugs Bunny Nips the Nips / 1944 e os alemães em Herr Meets Hare / 1945 enquanto o Patolino (Daffy Duck) desafiava o oficial nazista Von Vulture em Daffy – the Commando / 1943 e o Gaguinho (Porky Pig) estrelava a paródia ( Confusions of a Nutzy Spy 1943) de um filme de ficção da Warner, Confessions of a Nazy Spy / 1939; a unidade de Paul Terry (Terrytoons) na Universal, colocou seu Gandy Goose em Pigeon Patrol / 1942,e o primeiro cartoon que retratou os japoneses como animais- o vilão era um abutre nipônico; George Pal fez uma alegoria da invasão nazista da Dinamarca e da resistência no seu Puppetoon As Tulipas. Todos para a Vitória / All Out for V / 1942, da série Terrytoons mostra os animais da floresta, aves e insetos fabricando armamentos e capacetes para o esforço de guerra.

Convém mencionar ainda os desenhos da série Private Snafu que a Warner produziu para a Army-Navy Screen Magazine. Supervisionados por Chuck Jones, estes cartoons tinham valores de produção modestos, eram exibidos somente para o pessoal militar e muito mais sensuais e maliciosos do que os desenhos animados comerciais. Chuck Jones dirigiu (sem ser creditado) quase a metade da série inclusive o desenho de abertura (Coming Snafu / 1943, I. Freleng (Isadore”Friz” Freleng) e Frank Tashlin dirigiram a maioria dos restantes e Mel Blanc (dublador entre outros do Coelho Pernalonga, do Gaguinho e do Patolino) providenciou a voz do Soldado Snafu.

 

SEYMOUR NEBENZAHL

Ele e sua companhia Nero criaram alguns dos filmes alemães mais artisticamente significativos do final dos anos vinte e início dos anos trinta. Depois produziu uma série de filmes bem-conceituados na França e em Hollywood.

Seymour Nebenzahl

Seymour Nebenzahl (1897-1961) nasceu em Nova York e foi educado alí e em Berlim. Seu pai Heinrich (Jesekiel / Chaskel) Nebenzahl (1870-1938) havia acumulado uma fortuna como importador de ovos antes de se voltar para a produção cinematográfica depois de retornar dos Estados para Berlim. A partir de 1917 Nebenzahl pai assumiu empresas cinematográficas, coproduzindo números filmes de gênero com Harry Piel assim como investiu algum dinheiro em experimentações como Menschen Am Sonntag / 1929. Filmado na rua sem atores profissionais e uma câmera na mão, o filme foi um trampolim para várias carreiras: Billy Wilder escreveu o roteiro (na verdade apenas um tratamento), dirigido pelo então montador Robert Siodmak com base numa história de seu irmão Curt, o cameraman era Eugene Shufttan (inventor do famoso processo), seu assistente chamava-se Fred Zinnemann e o assistente de direção respondia pelo nome de Edgar G. Ulmer.

Menschen Am Sonntag

Seymour trabalhou para a empresa da família na Inglaterra, fez fortuna, casou-se com uma herdeira alemã, Else Jacoby, e voltou para Berlim no início dos anos vinte. Em 1925 com seu pai, fundou a companhia que se desenvolveu na produtora Nero em 1927. Uma das companhias alemães mais bem sucedidas da época, a Nero produziu muitos dos chamados “Mittelfilme” (filmes com orçamento médio) mas se tornou proeminentemente conhecida por seus projetos de prestígio.

Louise Brooks em A Caixa de Pandora

Guerra!, Flagelo de Deus

A Ópera dos Pobres

A Tragédia da Mina

A primeira colaboração da Nero com o diretor G. W. Pabst foi A Caixa de Pandora / Die Büchse Der Pandora / 1929, estrelado pela americana Louise Brooks. Após o fim do cinema mudo, Pabst dirigiu o filme pacifista Guerra! Flagelo de Deus / Westfront 1918 / 1930 para Nebenzahl, aclamado por seu uso criativo do som. Em colaboração com a Warner Bros e a Tobis Filmkunst Nero também produziu a adaptação de Pabst da peça de Bertholt Brecht / Kurt Weill Die 3 Groschen-Oper / 1931 (No Brasil foi exibida a versão francesa L’Opera de Quat’Sous com o título de A Ópera dos Pobres), mas foi subsequentemente processado por Brecht e Weill. Outros trabalhos de Pabst para a Nero foram A Tragédia da Mina / Kameradschaft / 1931, drama realista sobre um desastre numa mina, e a aventura escapista no deserto Atlântida / Die Herrin Von Atlantis / 1932 estrelado por Brigitte Helm.

M – O Vampiro de Dusseldorf

Enquanto isso Fritz Lang dirigiu dois de seus melhores filmes para a Nero, M – O Vampiro de Dusseldorf / M – Eine Stadt sucht einer Mörder / 1931 e O Testamento do Dr. Mabuse / Das Testament des Dr. Mabuse / 1933. Considerado como uma alegoria do terror Nazista que viria, este último filme foi banido na Alemanha, mas Nebenzahl passou cópias para Amsterdâ e Compenhage, e escapou com os negativos para Paris depois que os Nazistas tomaram o poder e invadiram seu escritório.

Mayerling

Em Paris Nebenzahl tornou-se um ponto de encontro para artistas de cinema que fugiram da Alemanha Nazista, e ele trabalhou com emigrados inclusive seu primo Robert Siodmak em La Crise est Finie / 1934, Anatole Litvak em Mayerling / Mayerling / 1936, Fedor Ozep em A Princesa Tarakanowa / Tarakanowa / 1938, e Max Ophüls em Le Roman de Werther / 1938.

O Capanga de Hitler

Cidadão americano de nascimento, Nebenzahl retornou aos Estados Unidos em 1938 onde fundou a Nero Films em Hollywood e produziu: Dois Contra o Mundo / We Who Are Young / 1940, Almas Indomáveis / Prisoner of Japan / 1942, Tomorrow We Live / 1942, O Capanga de Hitler / Hitler’s Madman / 1943, O Que Matou Por Amor / Summer Storm / 1944, Por Causa de uma Mulher / Whistle Stop; 1946, A Senda do Temor / The Chase / 1946, Somente o Céu Sabe / Heaven Only Knows / 1947 e duas refilmagens de clássicos da Nero, Atlântida, o Continente Perdido / Siren of Atlantis / 1949 e a versão de Joseph Losey de M – O Vampiro de Dusseldorf, desta vez intitulada M / 19551 com sua história realocada de Berlim para Los Angeles do pós-guerra

M de JosephLosey

Em 1945, Seymour voltou para Berlim para restabelecer a Nero Alemã que produziu seu último filme, Bis Zum Ende Aller Tage /1961 sob a direção de Franz Peter Wirth.

 

O NEO REALISMO ITALIANO

Embora os críticos apontem Roma, Cidade Aberta / Roma Città Aperta / 1945 como o primeiro filme verdadeiramente neo-realista, Obsessão / Ossessione / 1942 de Luchino Visconti foi realmente o precursor deste movimento. E de fato o roteirista do filme de Antonioni, Antonio Pietrangeli, cunhou o termo neo-realismo em 1943 quando falava sobre Obsessão. Os maiores expoentes deste movimento são Visconti, Rosselini e Vittorio De Sica.

Obsessão

No decorrer do governo fascista de Mussolini o tipo de cinema que estava sendo produzido estava divorciado da realidade e preocupado apenas em promover uma boa imagem da Itália.  O governo havia decretado que crime e imoralidade não deveriam ser colocados na tela. Os filmes principalmente produzidos eram melodramas sofisticados da classe média, chamados depreciativamente (após o fascismo) “filmes de telefones brancos”.

Luchino Visconti

Roberto Rosselini

VIttorio De Sica

Entretanto, durante o controle da indústria cinematográfica pelo governo fascista, algumas “coisas boas” aconteceram: os estúdios famosos de Cinecittà foram construídos e, talvez mais significativamente, alguns realizadores assumiram uma postura moral e estética contra o fascismo.

O neo-realismo, então, deve sua existência em parte ao descontentamento destes cineastas com as restrições impostas à sua liberdade de expressão. E é sob este aspecto que o filme de Visconti de 1942 pode ser visto como o prenúncio do neo-realismo. Mas ele também teve precedentes para seu estilo de filme. Durante os anos trinta Visconti trabalhou como assistente do diretor francês Jean Renoir: um aprendizado significativo, primeiro, por causa da associação de Renoir com o movimento do Realismo Poético Francês e, segundo, porque ele trabalhou com Renoir em um filme que os historiadores   entendem como sendo um precursor do movimento neo-realista italiano, Toni / 1934.  Indiscutivelmente o realismo social e pessimista do realismo poético se fertilizou no neo-realismo, mas o ponto a ser levantado sobre Toni é que foi um filme baseado na história verídica de um trabalhador imigrante italiano na França cuja paixão por uma mulher o levou a cometer um homicídio. Renoir usou atores não-profissionais, rodou o filme em locação e manteve a trilha sonora original.

Toni de Jean Renoir

Obsessão de Visconti, embora não fosse uma história verdadeira, foi baseado em um romance de ficção popular, “The Postman Always Rings Twice” de James M. Cain.  O filme foi rodado em locação no norte da Itália e conta a história de um trabalhador sem emprego que se torna um vagabundo errante, fica obcecado por uma mulher e concorda com o seu plano de assassinar seu marido. Tendo realizado a ação, ela morre em um acidente de carro. Com esta narrativa de sórdidas obsessões e tomadas cheias de luxúria e sensualidade, Visconti estava desafiando deliberadamente os decretos do governo de pureza e decência na tela. O filme foi exibido, mas com um corte pesado da censura e Visconti não fez outro filme até 1948: A Terra Treme / La Terra Trema. Entretanto, as sementes do neo-realismo foram plantadas.

Em 1943 o regime fascista na Itália estava chegando ao fim e em 1944 a Itália foi ocupada pelos Aliados. A queda do fascismo permitiu que a verdade sobre as condições de pobreza das classes trabalhadoras e da vida urbana fosse contada. E isto foi exatamente o que fez um pequeno grupo de realizadores. Eles rejeitaram o velho cinema e seus códigos e convenções e foram à procura da dura realidade.

Ladrões de Bicicletas

Anna Magnani em Roma, Cidade Aberta

 

A fim de garantir esse realismo, diálogo e língua deviam ser naturais – até ao ponto de se manter os dialetos regionais. Neste sentido também, deviam ser usados preferencialmente atores não-profissionais. A filmagem em locação ao invés de estúdio devia prevalecer. E, finalmente, a filmagem devia ser em estilo documentário, com luz natural, uma câmera-na-mão e usando observação e análise. Estas exigências foram plenamente respeitadas apenas em Ladrões de Bicicletas / Ladri di Bicicletti / 1948 embora Roma, Cidade Aberta / Roma Città Aperta / 1945 (que usou uma mistura de atores profissionais e não-profissionais, a estrela Anna Magnani e três pequenos sets de filmagem) chegasse perto disto.

Roma, Cidade Aberta foi baseado em eventos reais que os Romanos durante o período 1943-1944.  Isto foi antes das Forças Aliadas terem chegado na cidade e os Alemães ainda estavam no controle. A narrativa é focada nos acontecimentos da Resistência Italiana durante um período de três dias. Dinheiro e película cinematográfica eram extremamente difíceis de conseguir; entretanto são as dificuldades da produção que dão autenticidade a este filme. Rosselini teve que usar película de cinejornal, que dá às imagens o visual granulado realista.

O Teto

O neo-realismo não teve vida particularmente curta.  Ele durou dez anos, até quatorze se levarmos em consideração que o último filme neo-realista foi O Teto / Il Tetto / 1956. Em certo sentido, o neo-realismo foi oficialmente extinto no início dos anos cinquenta pelo governo quando este nomeou Giulio Andreotti como Diretor de Artes Cênicas e lhe deu amplos poderes. Todos os filmes que davam uma má imagem da Itália tiveram os direitos de exibição negados na Itália e, porque ele controlava os empréstimos bancários, Andreotti poderia ir tão longe a ponto de negar dinheiro para filmes que ele considerava demasiadamente neo-realistas na sua motivação. O clima de Guerra Fria do início dos anos cinquenta também contribuiu para a antipatia governamental pelo realismo social inerente a esses filmes, que eles percebiam como politizados e de esquerda – mesmo que dos cineastas envolvidos somente Visconti fosse declaradamente marxista.

Apesar do seu fim, o neo-realismo teve um impacto enorme nas futuras práticas cinematográficas na Europa, Estados Unidos e Índia. A Nouvelle Vague Francesa reconheceu amplamente sua dívida para com esse movimento, e ressonâncias de seu estilo estão claramente em evidência na British New Wave. Uma geração mais jovem de cineastas italianos também foi muito influenciada pelo trabalho dos neo-realistas, em particular Ermano Olmi, Michelangelo Antonioni e Federico Fellini. Na Índia os filmes de Satyajit Ray do final dos anos cinquenta, os do Cinema Novo Brasileiro, os do Novo Cinema Português foram fortemente marcados pelos princípios do neo-realismo e seu impacto pode ser visto também obras de diretores como Martin Scorsese ou David Lynch.

ARTHUR FREED E A FREED UNIT

Pouco produtores foram tão intimamente associados ou essenciais ao desenvolvimento de um gênero de filme específico como ele. As contribuições de Freed para o musical de Hollywood ajudaram a moldar o visual e o estilo que dominaram o gênero nos anos quarenta, atingindo o auge nos anos cinquenta com filmes como Sinfonia de Paris / An American in Paris / 1951 e Cantando na Chuva / Singin in the Rain / 1952. Trabalhando na MGM com um grupo que incluía muitos dos melhores diretores, atores, compositores, e técnicos da época, ele supervisionou a produção de filmes que se tornaram clássicos da forma e sua influência é percebida na imagem que persiste do filme musical Americano.

Arthur Freed

Arthur Freed nasceu em Charleston, South California, um dos oitos filhos de Rosa e Max Freed, cresceu em Seattle e começou a escrever poesia na Phillips Academy em Exeter, New Hampshire. Seu pai era um negociante de arte que viajava pelo mundo todo com sua família. A música desempenhava um papel vital no lar dos Freed. Como atividade paralela Max vendia cítaras e possuía uma voz ressonante de tenor. Arthur, o filho mais velho, tornou-se letrista. Sydney e Clarence entraram no ramo da gravação em Hollywood. Walter tornou-se um organista. Ralph, tal como Arthur, compunha músicas e até Ruth, a única filha, havia escrito várias canções. Somente Hugo era de natureza mais pragmática, tornando-se um contador. Victor morreu durante a Primeira Guerra Mundial.

O desenvolvimento de Freed como produtor de musicais nasceu naturalmente desde o início de sua carreira como letrista. Juntamente com Nacio Herb Brown, Freed escreveu dezenas de canções populares, inclusive tais como “Broadway Rhythm”, “Singin’ in the Rain” e “You Are my Lucky Star”, e ele continuou seu trabalho como compositor intermitentemente por todos os seus anos como produtor. Foi como letrista que Freed chegou originalmente à MGM, mas no final dos anos trinta ele havia começado a pedir a Louis B. Mayer permissão para produzir, e em 1938 recebeu sua chance, quando o estúdio começou a preparar a fantasia infantil de L. Frank Baum, The Wizard of Oz, para a tela. Com Mervyn Leroy como seu produtor e Freed como produtor associado, o filme, intitulado no Brasil O Mágico de Oz, tornou-se um dos maiores sucessos da MGM e garantiu a Freed uma posição mais autônoma dentro da hierarquia do estúdio.

O Mágico de Oz

O talento particular de Freed era sua capacidade de reconhecer a aptidão artística excepcional daqueles ao seu redor, e ele começou a reunir um grupo de indivíduos cujos talentos na área do musical eram inigualáveis. Este grupo passou a ser conhecido como a “Freed unit” e entre seus membros estavam artistas e técnicos representando todos os aspectos da produção de filmes musicais. O compositor Roger Edens tornou-se o colega e produtor associado de confiança de Freed enquanto Vincente Minelli, Stanley Donen, Busby Berkeley, e Charles Walters estavam entre principais diretores da Unidade.

Freed exerceu um papel fundamental na contratação da menina de 13 anos de idade, Judy Garland, para a MGM em meados dos anos trinta e ela se tornou – juntamente com Fred Astaire e Gene Kelly – um dos artistas mais intimamente associados com o produtor. Lena Horne e June Allyson estavam também entre os talentos recrutados por ele para o estúdio. Cole Porter, Irving Berlin, e Oscar Hammerstein escreveram canções para os musicais produzidos por Freed, e sua equipe de produção utilizou os melhores diretores de arte, figurinistas, músicos, e coréografos que a indústria tinha para oferecer. A primeira tarefa de Freed na MGM foi num filme de Jean Harlow chamado Tentação dos Outros / Reckless / 1935 como supervisor musical. Depois ele trabalhou em vários filmes não musicais nos quais uma canção ou uma trilha sonora especial era exigida.

Tentação dos Outros

Os dois filmes que refletem melhor sua influência no musical, foram lançados no início dos anos cinquenta – Cantando na Chuva e Sinfonia de Paris. Embora fossem ambos estrelados por Gene Kelly – eram bem diferentes em estilo e execução, cada um à sua maneira exibindo a arte e a amplitude de talento característicos dos filmes que Freed produziu. Cantando na Chuva foi codirigido por Kelly e Stanley Donen, e o filme conta uma história de amor dos bastidores de Hollywood com uma energia viva que abrange o número extravagante “Broadway Ballet”, o cômico “Make’em Laugh” e a interpretação famosa de Kelly da canção que dá título ao filme. Alegre e colorido Cantando na Chuva é puro entretenimento realizado nas melhores tradições do cinema de Hollywood.

Sinfonia de Paris, dirigido por Vincente Minelli, colocava Leslie Caron, treinada no balé, ao lado de Gene Kelly e o filme é uma fusão de vários estilos de dança e elementos da cultura Francesa e Americana. O balé “American in Paris” tem lugar em um vasto cenário que lembra os estilos de vários pintores impressionistas franceses enquanto Kelly e Caron misturam dança clássica com jazz e um toque de bufar da Broadway neste que um dos números musicais mais ambiciosos jamais filmados. Como seu produtor, Freed recebeu o Oscar conferido ao filme (ele receberia seu segundo Oscar por Gigi / Gigi / 1958 sete anos depois), e Sinfonia de Paris continua sendo um exemplo notável do alcance de imaginação e talento que marcaram a obra da Freed Unit.

FILMOGRAFIA DAS PRODUÇÕES DE ARTHUR FREED EM ORDEM ALFABÉTICA:

Sinfonia de Paris / American in Paris, An / 1951. Bonita e Valente / Annie Get Your Gun / 1950. Quando Morre uma Ilusão / Any Number Can Play / 1949. Sangue de Artista / Babes in Arms / 1939.  Calouros da Broadway / Babes on Broadway / 1941. A Roda da Fortuna / Band Wagon, The /1953.  Ciúme, Sinal de Amor / Barkleys of Broadway, The / 1949. Ver, Gostar e Amar /Belle of New York, The /1952. Essa Loura Vale Um Milhão / Bells Are Ringing / 1960. A Rainha dos Corações / Best Foot Forward / 1943. A / Lenda dos Beijos Perdidos / Brigadoon / 1954. Uma Cabana no Céu / Cabin in the Sky / 1943.O Ponteiro da Saudade / Clock, The / 1945. Terra em Fogo / Crisis / 1950. Dy Barry Era Um Pedaço / DutBarry Was a Lady / 1942. Desfile de Páscoa / Easter Parade / 1948. Idílio em D Re Mi / For Me and My Gal / 1942. Gigi / Gigi / 1958. Louco por Saias / Girl Crazy / 1943. Tudo Azul / Good News / 1947. As Garçonetes de Harvey / Harvey Girls, The / 1946. Convite à Dança / Invitation to the Dance / 1956. Dançando nas Nuvens / It´s Always Fair Weather / 1955. Um Estranho no Paraíso / Kismet / 1953. Um Amor de Pequena / Little Nellie Kelly   / 1940. Agora Seremos Felizes / Meet Me in St. Louis / 1944. Um Dia em Nova York / On the Town / 1949. Amor Pagão / Pagan Love Song / 1950. Lourinha do Panamá / Panama Hattie / 1942. O Pirata / Pirate, The / 1948. Núpcias Reais / Royal Wedding / 1951. O Barco das Ilusões / Show Boat / 1951. Meias de Seda / Silk Stockings / 1957. Cantando na Chuva / Singin’ in the Rain / 1952. O Rei da Alegria / Strike Up the Band / 1940. Os Subterrâneos da Noite / Subterraneans, The / 1960. Idilio Para Todos / Summer Holiday / 1963. A Bela Ditadora / Take Me Out to the Ball Game / 1949.Quando as Nuvens Passam / Till the Clouds Roll By / 1946. O Mágico de Oz / The Wizard of Oz / 1939. Minha Vida é uma Canção / Words and Music / 1948. Yolanda e o Ladrão / Yolanda and the Thief / 1945. Ziegfeld Follies / Ziegfeld Follies / 1945.

 

Eu não poderia terminar este artigo sem mencionar dois números musicais de produções de Fred que muito me encantaram: o esfuziante “I Left my Hat in Haiti” com tema caribenho dançado por Fred Astaire e Jane Powell em Núpcias Reais e “The Ritz Rock and Roll” composto por Cole Porter e dançado por Fred no seu tradicional estilo top hat, white tie and tails (cartola,  gravata branca e terno) em Meias de Seda.

 

Núpcias Reais

 

Meias de Seda

Embora Jane não fosse principalmente uma dançarina e Porter nunca tivesse tentado escrever no idioma do rock, eles surpreenderam a todos que puderam assistir a estes dois momentos excitantes do filme musical americano.

 

CURD JURGENS

De olhos azuis, louro, e rudemente masculino, ele era o ator principal mais bem pago da Alemanha Ocidental dos anos cinquenta e um astro internacional muito requisitado.

Curd Jurgens

Nascido em Munich, Alemanha Curd Gustav Andreas Gottlieb Franz Jürgens (1915-1982), tendo crescido em Berlim, teve aulas de interpretação e foi descoberto pelo ator-diretor Willi Forst, estreando como um jovem Imperador Franz Joseph no filme de Herbert Maisch Valsa do Amor / Königswalzer / 1935. Ele se apresentou em vários teatros de Berlim de 1936 a 1938, e depois disso juntou-se ao Deutches Volkstheater de Viena até 1941, assim como o Komödie de Berlim de 1940 a 1942 e o Burgthetaer de Viena de 1941 a 1953.

Curd em Valsa do Amor

Inicialmente em filmes austríacos após a guerra, Jürgens trabalhou em produções da Alemanha Ocidental a partir de 1950, interpretando tanto papéis principais românticos com heróis de filmes de ação, tais como o capitão de cavalaria em A Última Valza / Der Letzte Walzer / 1953 de Arthur Maria Rabenalt.

Curd em O General do Diabo

Ele alcançou muito sucesso como o comandante da Luftwaffe na adaptação de Helmut Kautner da peça de Carl Zuckmayer O General do Diabo / Des Teufels General / 1955 e estrelou ao lado de Yves Montand Os Heróis Estão Cansados / Les Héros Sont Fatigués / 1955. Depois de ser enfeitiçado por Briggite Bardot em E Deus Criou a Mulher / Et Dieu… Créa la Femme / 1956 de Roger Vadim, voltou a encarnar aventureiros arrojados na versão cinematográfica de Carmine Gallone de Miguel Strogoff de Jules Verne, Miguel Strogoff, o Correio do Tzar / Michel Strogoff / 1956 assim como em outra adaptação de Kautner de outro romance de Zuckmeyer, Duelo na Floresta / Der Schinderhannes / 1958.

Curd e Brigitte Bardot em E Deus Criou a Mulher

Curd em Miguel  Strogoff

Escalado para numerosas produções de Hollywood, dividiu o estrelato com Robert Mitchum e Dick Powell em A Raposa do Mar / The Enemy Below / 1957, Ingrid Bergman em A Morada da Sexta Felicidade / The Inn of the Sixth Happiness / 1958, Danny Kaye em Eu e o Coronel / Me and the Colonel /1958, Orson Welles em O Proscrito de Hong Kong / Ferry to Hong Kong / 1959 e interpretou um vilão de James Bond ao lado de Roger Moore em 007 – O Espião Que Me Amava / The Spy Who Loved Me / 1977.

Curd em 007 -O Espião que me Amava

Suas produções da Alemanha Ocidental a partir dos anos sessenta eram em grande parte esquecíveis, inclusive uma série de filmes dos anos setenta passados em St.Pauli, o famoso Distrito da Luz Vermelha de Hamburgo. Mais tarde recebeu ofertas de papéis mais ambiciosos em minisséries de televisão tais como adaptações dos romances de Stefan Heym (Collin / 1981) e de Simon Langton (Smiley People / 1982), esta última estrelado por Alec Guiness. Jurgens dirigiu quatro filmes durante sua carreira, nenhum dos quais foi particularmente importante: Prämien Auf Den Tod / 1950, Gangsterpremiere / 1951, Ohne Dich Wird Es Nacht / 1956 e Bankraub In Der Rue Latour / 1961.

No palco, ele voltou para o Burgtheater de Viena de 1965 a 1968, e novamente a partir de 1973, bem como apareceu como “Jedermann” na peça do mesmo nome de Hugo von Hofmannsthal no Festival de Salzburg. Como escritor, sua peça “Geliebter Michael” estreou em Munich em 1946. Sua autobiografia tornou-se um Bestseller em 1976.

PRIMÓRDIOS DO CINEMA SUECO

Em 1912, a Suécia subitamente começou a produzir uma série de filmes inovadores e marcantes. A maioria deles foi realizada por apenas três diretores: Georg af Klercker, Mauritz Stiller e Victor Sjöström. Além disso, o cinema Sueco inicialmente causou pouco impacto no exterior, e assim seus realizadores estavam trabalhando sem os orçamentos vultosos possibilitados pela exportação.

A Suécia foi um dos primeiros países a criar um cinema importante aproveitando os traços particulares de sua cultura nacional. Os filmes suecos eram caracterizados por sua dependência das paisagens do norte pelo seu uso da literatura, trajes, costumes, e coisas do gênero. Após o final da guerra, suas qualidades especificamente suecas tornaram estes filmes novos e populares em outros países.

Charles Magnusson

O sucesso da Nordisk na Dinamarca havia sido uma inspiração para a formação de uma pequena firma Sueca, a Svenska Biografteatern, em 1917. Localizada na cidade de Kristianstad, a firma foi inicialmente uma rede de teatros. Em 1909, Charles Magnusson assumiu sua gestão e a transformou na principal companhia de produção do país. Em 1910, o cinegrafista Julius Jaenzon ingressou na firma. Ele iria fotografar a maioria dos filmes de Stiller e Sjöström na década de dez. Sob a direção de Magnusson e Jaenzon, a firma produziu filmes numa pequena escala em um estúdio minúsculo acima do seu cinema principal em Kristianstad.

George af Klercker

Em 1912, a Svenska mudou-se para um estúdio mais perto de Estocolmo. O primeiro diretor contratado foi Georg af Klercker (Ernst George af Klercker, 1877-1951), que se tornou chefe de produção. Neste mesmo ano, os atores Mauritz Stiller (Moshe Stiller, 1889-1928) e Victor Sjöström (1879-1960) foram contratados para aumentar a produção da Svenska. Todos os três dirigiam, escreviam roteiros, e atuavam. Eles fizeram muitos filmes curtos com orçamentos modestos nos próximos anos.

Até recentemente, o trabalho de Klercker foi amplamente ofuscado pelas contribuições de Stiller e Sjoström. Entretanto, em meados dos anos oitenta, vários de seus filmes foram restaurados e mostrados em retrospectivas. Eles revelaram um diretor habilidoso e versátil com um forte senso de beleza pictórica. Klercker não se deu bem com Magnusson e deixou a empresa em 1913, passando a trabalhar em firmas produtoras menores como a Hasselbladfilm, fundada em 1915. A Hasselblad passou por várias fusões que a tornaram parte da Svenska Bio, que então se tornou Svensk FIlmindustri, e a esta altura Klercker desistiu de fazer filmes.

Mauritz Stiller

Os colegas mais famosos de Klercker, Stiller e Sjöström, ambos permaneceram na Svenska e foram extremamente prolíficos, até que ambos foram para Hollywood, Sjöström em 1923, Stiller em 1925. Infelizmente, entretanto, a maioria dos negativos dos filmes feitos na Svenska foram destruídos por um incêndio em 1941.Tantos dos primeiros filmes de Mauritz Stiller foram perdidos que é impossível apreciar sua carreira antes de meados dos anos dez. Ele é mais lembrado pelos filmes que fez entre 1916 e 1920, assim como por suas adaptações das obras da vencedora do prêmio Nobel a novelista sueca Selma Lagerlöf.

Cena de Thomas Graal’s bästa film

Cena de Herr Arnes pengar

Seu humor está bem exposto na comédia Thomas Graal’s bästa film / 1917 no qual um roteirista-ator excêntrico (interpretado por Victor Sjöström) vislumbra e se apaixona por uma jovem, Bessie, e se recusa a terminar de escrever seu enredo a menos que ela seja encontrada e persuadida a estrelar o filme baseado nele. Esta produção obteve tanto sucesso que uma sequência foi feita, Thomas Graal’s bästa barn / 1918, na qual os dois se casam e têm um filho. Porém o filme mais famoso de Stiller foi a antítese destas comédias. Uma tragédia passada na Suécia do período renascentista, O Tesouro de Arne / Herr Arnes pengar / 1919, adaptada de uma história de Lagerlöf.

Cena de Erotikon

Greta Garbo em Gösta Berling Saga

Stiller continuou fazendo comédias e dramas. Em 1920, ele dirigiu Erotikon, frequentemente reconhecido como a primeira comédia sensual sofisticada que pode ter influenciado o diretor alemão Ernest Lubitsch, que se tornaria famoso por suas insinuações sexuais inteligentes nos seus filmes em Hollwood nos anos vinte. Stiller adaptou também outro romance de Lagerlöf no seu Gösta Berling saga / 1924, a história de um pastor destituído do seu cargo dividido entre uma vida dissoluta e o amor de uma condessa casada infeliz, interpretada por uma jovem Greta Garbo. Ela foi descoberta por Stiller, e eles logo partiriam para Hollywood, onde a carreira dela foi mais bem sucedida do que a dele.

Victor Sjötröm

Victor Sjöström foi um dos diretores mais importantes de todo o cinema mudo. Seu estilo era austero e naturalista. Sua primeira obra-prima foi Ingeborg Holm / 1913, que tem início no âmbito de uma família de classe média feliz; o pai de repente fica doente e morre, e o enredo acompanha o declínio da esposa na pobreza e na loucura enquanto ela luta em vão para manter seus filhos.

Cena de O Lobo do Mar

Cena  O Fora-da-lei e sua Mulher

O Lobo do Mar / Terje Vigen / 1916, baseado num poema de Henrik Ibsen, demonstra seu domínio da paisagem como um elemento expressivo na ação. Durante o tempo de guerra, Terje Vigen, um marinheiro, tenta buscar comida no seu barco a remo, mas é capturado pelo inimigo. Durante seu longo aprisionamento, sua esposa e filho morrem de fome. Anos depois, o amargurado protagonista ganha poder sobre a família do homem que o capturou e deve decidir se deve exercer sua vingança matando-os. Sjöstrom aumenta o efeito de sua narrativa usando o mar como um cenário proeminente durante a maior parte da ação, parecendo refletir o ódio do herói. Paisagens também são importantes em O Fora-da-Lei e sua Mulher / Berg-Ejvind och hans hustru / 1918 que conta também uma ação desesperada: o roubo de uma ovelha pelo herói, para alimentar sua família, afeta toda a sua vida. Fugindo da prisão, Berg-Ejvind encontra uma segurança temporária trabalhando na fazenda de uma viúva rica, Halla. Eles se apaixonam, mas ele é novamente perseguido pelas autoridades. Abandonando sua propriedade, Halla segue com Berg-Ejvind para as montanhas, onde eles vivem juntos por muitos anos antes de morrerem um nos braços do outro durante uma tempestade de neve. A guerra havia restringido a exportações dos filmes sueco, e O Fora-da-Lei e sua Mulher foi o primeiro a irromper na cena internacional.

Cena de A Carruagem Fantasma

Ainda mais bem sucedido foi A Carruagem Fantasma / Körkalen / 1921, novamente uma adaptação de uma obra de Lagerlöf. Ele conta a história de um bêbado que quase morre em um cemitério à meia-noite na véspera do Ano Novo. Ele tem a chance de andar numa carruagem fantasmagórica conduzida pela Morte e refletir sobre sua vida egoísta e desgastada.

A reputação crescente de Stiller e Sjöstrom levou as firmas de Hollywood a atraí-los para longe da Svensk FIlindustri. Além disso, outros países estavam entrando no mercado internacional, com os quais o pequeno cinema Sueco não poderia competir. Após 1921, a produção de filmes na Suécia caiu precipitadamente.

OS RUSSOS BRANCOS NO CINEMA FRANCÊS

OS RUSSOS BRANCOS NO CINEMA FRANCÊS

Por intermédio de um antigo represente da Pathé que eles haviam conhecido em Moscou um grupo de cineastas refugiados tomou posse de um velho estúdio abandonado em Montreuil-sous-Bois, generosamente colocado à sua disposição por Charles Pathé. Foi lá que, sob a marca Albatros, a pequena colônia russa criou numerosas obras cinematográficas que podemos classificar entre as melhores de seu tempo.

Estes homens, foram chamados os Russos Brancos, pois a maior parte acabava de escapar do novo regime soviético. Eles foram então se refugiar através da Europa, na Alemanha e na França, sobretudo nos anos vinte. Seus nomes: Alexis Granowski, Anatole Litvak, Léonide Moguy, Fédor Ozep, Vladimir Strijewski, Victor Tourjansky, Victor Trivas, Alexandre Volkoff e Ivan Mosjoukine.

Na sua maior parte, os filmes dos Russos Brancos continham intrigas adaptadas dos grandes autores da literatura russa: Tolstoi, Pushkin, Gogol, Dostoievsky ou quando não era o caso simplesmente de Joseph Kessel, romancista argentino que viveu os primeiros dias de sua infância na Rússia e depois se tornou um romancista francês.

Esta corrente, uma das mais insólitas do cinema francês, não proporcionou obras-primas duradouras. Eram na sua maioria histórias românticas desgrenhadas e melodramáticas, mas que tinham um certo encanto. Atores com uma bela presença – Pierre Richard-Willm, Victor Francen, Pierre Blanchar – se consagraram com este tipo de filme. O sucesso destas realizações influenciou outros cineastas: Marcel L’Herbier (Noites de São Petersburgo / Nuits de Feu / 1937; Rasputin – A Tragédia Imperial / Tragédie Imperiale / 1938; Jean Dréville (Troïka sur la piste blanche / 1937 e Sonata de Kreutzer / Les Nuits blanches de Saint-Petersbourg / 1938, Pierre Billon (Ao Serviço do Tsar / Au Service du Tsar / 1936.

Alexis Granowski

Assim como outros de seus compatriotas, Alexis Granowski (Abraham Azarkh, (1899-1937) trabalhou primeiro na Alemanha antes de chegar na França. Deve-se a ele lá, por exemplo, Die Koffer des Herrn O.F. /1931. Já na França, ele fez:  a comédia Les Aventures du Roi Pausole / 1933 com Edwige Feuillère no elenco; a adaptação cinematográfica do romance de Pierre Benoît Noites Moscovitas / Les Nuits Moscovites / 1934, com Harry Baur e o par Annabella e Pierre Richard-Willm; Taras Bulba / Tarass Boulba / 1936, outra adaptação literária de Pierre Benoît com Harry Baur (no papel do cossaco gargantuesco), Jean-Pierre Aumont e Roger Duchesne como seus filhos André e Ostap e Danielle Darrieux como Marina, a nobre polaca que seduz André e o faz trair seu pai.

Anatole Litvak

Ator muito popular na União Soviética, Anatole Litvak (Anatoly Mikhailovich Litvak, (1902-1974) torna-se diretor com seu primeiro longa metragem intitulado Tatiana / 1925. Ele está em Berlim no começo do cinema falado depois em Paris onde realiza Coeur de Lilas / 1932, seu primeiro filme francês e depois: Ave de Rapina / Cette Vieille Canaille / 1933 com Harry Baur Pierre Blanchar e Alice Field; Tripulantes do Céu / L’Equipage / 1935 com o quarteto Annnabella, Jean-Pierre Aumont, Charles Vanel e Jean Murat; Mayerling / Mayerling / 1936 com o casal Charles Boyer e Danielle Darrieux encarnando os amores trágicos de Marie Vetsera e o Arquiduque Rodolphe. Este filme marca uma reviravolta importante na filmografia do cineasta porque foi o seu último longa-metragem francês antes de sua ida para os Estados Unidos.

Léonide Moguy

Léonide Moguy (Leonid Mohylevskyi, 1899-1976) começou sua carreira no cinema como técnico, codirigindo Baccara / 1935 com Yves Mirande e depois assumiu sozinho a responsabilidade de Le Mioche / 1936. Em seguide ele fez: Mulheres sem Homens / Prison sans Barreaux / 1937; Conflito / Conflict / 1938; A Caminho do Front / J’Attendrai / 1939 com ação situada na Primeira Grande Guerra. Em 1940, após ter feito L’ Empreinte du Dieu / 1940, Moguy partiu para os Estados Unidos.

Fédor Ozep

A carreira cinematográfica de Fédor Ozep (Fyodor Otsep, 1895-1949) começou na Rússia. Ele foi um dos autores do roteiro com inspiração fantástica de Aelita (Dir: Yakov Protazanov / 1924). Depois ele filmou na Alemanha Zhivoy trup / Cadáver Vivo / 1929 baseado numa peça de Tolstoi. No curso dos anos trinta estava na França, onde realizou em duas versões, francesa e alemã, Les Frères Karamazov / 1931, adaptação renomada do grande romance de Dostoievsky com Anna Sten como Gruschenka e o argumento de Victor Trivas e a fotografia de Fritz Rasp, acentuando o clima de fascinação que o filme exerceu sobre o público.

Em 1932 o jovem diretor se instalou na França, onde realizou Miragens de Paris / Mirages de Paris em 1932; o esplêndido Amok /Amok / 1934, baseado num conto de Stefan Zweig, com Jean Yonnel como o médico fracassado que busca o esquecimento na selva malasiana e acaba por encontrar uma razão de viver no amor sublimado de uma mulher arrogante (Marcelle Chantal); A Dama de Espadas / La Dame de Pique / 1937  inspirado na novela com elementos sobrenaturais de Alexandre Pushkin, tendo nos papéis principais Marguerite Moreno como a Condessa Tomski, a Dama de Espadas e Pierre Blanchar como o Capitão Hermann, que quer lhe arrancar o segredo para ganhar no jogo de cartas; A Princesa Tarakanowa / Tarakanowa / 1938, nova versão de um filme mudo de Raymond Bernard com Suzy Prim como Catarina, a Grande, Annie Vernay como a princesa Elisabeth Tarakanowa e Pierre Richard-Willm como o Conde Alexis Orloff, favorito da imperatriz, encarregado de seduzir Elisabeth, pretendente do trono, a fim de trazê-la para a Russia, a fim de que Catarina possa mais facilmente livrar-se dela. A história atinge seu ponto culminante com a morte trágica dos dois amantes. marcados pelo destino.

Triunfo comercial, Gibralta / Gibraltar / 1938, com Viviane Romance, Roger Duchesne e Erich von Stroheim, foi o último longa-metragem francês do cineasta antes de sua partida para o Novo Mundo.

Wladimir Strijewsky

Ator em 1916 dos filmes de Yegeni Bauer, Wladimir Strijewsky realizou dois filmes na França: Les Bateliers de la Volga / 1936, drama de espionagem baseado num romance de Joseph Kessel com Véra Korène como mulher fatal capaz de todas as perfídias e dois atores de classe, Pierre Blanchar e Charles Vanel e Nuits de Princes / 1937, também adaptado de um romance de Kessel passado no meio de imigrantes russos com a atriz alemã Käthe von Nagy e Jean Murat.

Victor Tourjansky

Pioneiro do cinema tsarista, Victor Tourjansky (1891-1976) era um ator célebre na Rússia. Após a Revolução de1917 ele emigrou para a Europa e, a partir de 1920, se encontrava na França, onde realizou uma primeira versão de L’ Ordonnance / 1921, baseada num romance de Guy de Maupassant.

Uma carreira internacional se abriu para ele, primeiro em Hollywood em 1928, depois na Alemanha em 1935, e mais tarde na Itália nos anos cinquenta. Desta maneira ele experimentou todas as tendências da 7ª Arte, do brilho de Hollywood aos esplendores do cinema nazista, passando pelo peplum italiano. Foi logo depois sua partida da Alemanha – uma partida momentânea – e um Manolesco / Manolesco – Der Konig des Hochstapler / 1929 famoso com Ivan Mosjoukine, Brigitte Helm, Dita Parlo e Heinrich George que Tourjansky realiza seu primeiro filme francês, L’Aiglon / 1931, baseado na peça de Edmond Rostand sobre Napoleão II com Jean Weber como o filho de Napoleão e Victor Francen como o seu fiel Flambeau. Le Mensonge de Nina Petrovna / 1937

Seus filmes seguintes na França foram: Le Chanteur Inconnu / 1931 com o tenor da Ópera de Paris Lucien Muratore; Hôtel des Étudiants / 1932; nova versão falada de L’Ordonnance /1933 com Marcelle Chantal, Georges Rigaud, Jean Worms, Alexandre Rignault e … Fernandel paquerando Paulette Dubost; Volga em Chamas / Volga em Flammes / 1934, superprodução filmada na Tchecoslováquia com o quarteto Albert Préjean, Danielle Darrieux, Raymond Rouleau e Valéry Inkijinoff; Olhos Negros / Les Yeux Noirs / 1935 com Harry Baur e Simone Simon e Jean-Pierre Aumont formando um par charmoso; Vertigem de uma Noite / Vertige d’un Soir / 1936 (também conhecido como La Peur)  com Gaby Morlay, Georges Rigaud, Charles Vanel e Suzy Prim; A Sublime Mentira de Nina Petrovna /  Le Mensonge de Nina Petrovna / 1937, melodrama de estilo barroco cm Fernand Gravey, Aimé Clariond e Isa Miranda.

Na Alemanha Tourjanksy filmou uma comédia com Zarah Leander e Willy Birgel, A Raposa Azul / Der Blaufuchs / 1938 e dois melodramas com Brigitte Horney, um de propaganda nazista, Der Gouveurneur / 1939 e o outro, romântico, Illusion / 1941.

Victor Trivas

O russo Victor Trivas se estabeleceu na Alemanha antes ir trabalhar na França em 1933. Cenógrafo do cineasta Georg W. Pabst, ele logo se junta à colônia de seus compatriotas russos, reunidos durante algum tempo nos estúdios berlinenses.

Em 1931, ele havia dirigido seu primeiro filme, o drama de guerra Niemansland, um vibrante apelo à paz, passado na Primeira Guerra Mundial Os nazistas julgaram seu conteúdo muito subversivo e destruíram todas as cópias que encontraram, pouco tempo depois de sua exibição nos cinemas.

Trivas só realizou um longa-metragem na França, Dans les Rues / 1933, drama criminal sobre delinquência juvenil com Jean-Pierre Aumont, Madeleine Ozeray e Vladimir Sokoloff e participou como co-diretor (não creditado) de uma comédia de boulevar, Tovaritch, comédia de boulevard que retrata precisamente as desventuras de um casal de Russos Brancos exilados na França, e de alta linhagem real, obrigado a trabalhar como empregados domésticos para sobreviver. Em 1937, já nos Estados Unidos, Anatole Litvak faria uma refilmagem, intitulada no Brasil Nobres sem Fortuna com Claudette Colbert, Charles Boyer e Basil Rathbone. Curiosamente, Trivas se tornou então um roteirista do sistema hollywoodiano.

Alexandre Volkoff

Alexandre Volkoff foi ator e depois um realizador brilhante da Rússia tzarista. Otets Sergiy, baseado num conto de Tolstoi, que ele dirigiu em 1917 de parceria com Yakov Protazanov e tendo Ivan Mosjoukine e Nathalie Lissenko no elenco, coroa o primeiro período de sua carreira. Após a Revolução, acompanhado do ator e amigo Mosjoukine, Volkoff se instala na França. Eles ofereceram vários filmes de sucesso mas sua obra-prima incontestável foi Kean ou Desórdre et Génie / 1924, adaptação da peça de Alexande Dumas sobre o grande ator shakespereano britânico Edmund Kean, interpretado por Mosjoukine.

Ivan Mosjoukine

Após a morte de Rudolph Valentino, Casanova / 1927, fez de Mosjoukine o único “amante perfeito” do cinema internacional aos olhos do gênero feminino. Entretanto, o cinema falado veio para estragar tudo. Por causa de seu sotaque Mosjoukine de repente perdeu seu público. La Mille et Deuxième Nuit / 1933 é representativo deste desastre: o público mal entendia as falas do ator. Mesmo destino cruel teve L’ Enfant du Carnaval / 1934.

Alexandre Volkoff realizou um filme na Itália e desapareceu ele também pouco tempo depois.

A PARADA DA VIDA DE JOHN NESBITT

A PARADA VIDA DE JOHN NESBITT (REPRISE DE NOSSSO POST DE 20.01.2021(Com Acréscimos).

Ele foi um grande contador de histórias, primeiro no Rádio e depois no Cinema. Nascido no Canadá, John Booth Nesbitt (1910-1960) supostamente começou a contar histórias quando seu pai, em vários momentos um pastor e um oficial da Inteligência Britânica, lhe deixou um baú com recortes de jornais acumulados durante uma vida inteira de viagens.

John Nesbitt

Quando o jovem Nesbitt foi trabalhar no rádio nos anos trinta (começando a fazer adaptações de Shakespeare para a emissora HXL em San Francisco), ele desenvolveu um programa próprio intitulado Headlines of the Past (Manchetes do Passado), que gradualmente evoluiu para Passing Parade (Parada da Vida). Foi o sucesso deste programa que levou Nesbitt para a MGM, inicialmente para narrar uma nova série de shorts (curtas-metragens), Mistério Histórico / Historical Mysteries, começando com O Navio Que Morreu / The Ship That Died, The Face Behind the Mask, Providência Esquecida / Forgotten Step, Salvando a Vida das Mães / That Mothers May Live, Joaquin Murieta, e um “special” chamado A Vida lhes Sorri de Novo / They Live Again. Em 1942 ele narrou outro “special” de tempo de guerra, A Yardstick for Rumors.
Em pouco tempo a popularidade de Nesbitt ditou que ele recebesse uma série própria, e após um ano narrando e escrevendo vários shorts semidocumentários, nasceu A Parada da Vida de John Nesbitt, primeiramente incluindo vários tópicos em um rolo de filme e depois focando em um único assunto por filme. Estes curtas-metragens faziam uso abundante de tomadas de arquivo não somente da filmoteca da MGM, mas também dos primeiros filmes da série. Neles figuram diretores que depois se tornaram famosos como, por exemplo, Fred Zinneman, George Sidney e Jacques Tourneur.
A Parada da Vida, introduzida com a impressionante arte do título e um tema musical da Quinta Sinfonia de Tchaikowsky, continuou até 1949, quando por razões desconhecidas, foi descontinuada. Em 1956 a série foi reativada, desta vez na televisão realizada no estúdio de Hal Roach.

1939:

1.Singularidades / Passing Parade #1. Dir: Basil Wrangell. Composto de três episódios: The Marriage Industry, história do casamento por correspondência; Unclaimed Millions, mostrando o dinheiro que é deixado no banco indefinitivamente; Autbiography of a Car, da fábrica para a pilha de sucata.

2. Novos Caminhos / New Roadways. Dir: Basil Wrangell. Sobre o novo desenvolvimento da indústria; um olhar sobre a cirurgia plástica; a maravilha da pesquisa científica.

3. A História de Alfredo Nobel / The Story of Alfred Nobel. Dir: Joseph M. Newman. Sobre o inventor da dinamite.

4. A História do Dr. Jenner / The Story of Dr. Jenner. Dir: Henry K. Dunn. Sobre o homem que descobriu a vacinação.

5. Anjo de Caridade / Angel of Mercy. Dir: Edward L. Cahn. A história de Clara Barton, fundadora da Cruz Vermelha.

6. O Espírito de um Povo / Yankee Doodle Goes to Town. Dir: Jacques Tourneur. Ao longo da História Americana deve ter existido rabugentos como Nathaniel Curdleface, que só vê o pior.

O Gigante da Noruega

7. O Gigante da Noruega / The Giant of Norway. Dir: Edward L. Cahn. A história de Fridtjot Nansen que devotou sua vida para ajudar refugiados da Primeira Guerra Mundial.

8. A história que não pode ser contada / The Story That Couldn’t Be Printed. Dir: Joseph M. Newman. A história do jornalista e impressor alemão John Peter Zenger, que em 1784, testou a cobiçada liberdade de imprensa na América do Norte.

Um Contra o Mundo

9. Um Contra o Mundo / One Against the World. Dir: Fred Zinnemann. A história de Ephraim McDowell, o primeiro homem que tentou fazer uma operação cirúrgica em uma mulher, Jane Crawford, que tinha um grande tumor.

10. Sentinelas Invisíveis / Unseen Guardians. Dir: Basil Wrangell. Focalizando o Postal Inspection Bureau, a Children’s Home Societies e a Underwriters’ Laboratories.

11. Vitória Esquecida / Forgotten Victory. Dir: Fred Zinneman. Um tributo ao homem responsável pelo próprio pão que nós comemos.

1940:

Cena de XXXMedico

12. XXXMédico / XXXMedico. Dir: Basil Wrangell. Um novo sistema miraculoso que permite médicos a operar à longa distância.

13. A Força Oculta / The Hidden Mystery. Dir: Sammy Lee. Exemplos históricos de como a sorte pode ser importante na vida de uma pessoa.

14. Um Caminho nas Selvas / A Way in the Wilderness. Dir: Fred Zinneman. A história de um imigrante chamado Joseph Goldberger que foi para os EUA e descobriu a cura para uma doença mortal chamada pelagra.

15. Pequenos Nadas Que São Tudo / Triffles of Importance. Dir: Basil Wrangel. Os menores incidentes podem mudar vidas inteiras, como provam três exemplos na História.

16. O Barão e a Rosa / The Baron and the Rose. Dir: Basil Wrangell. A história de Henry Seigel, um ferreiro da Pennsylvania que ganhou e perdeu uma fortuna como vidreiro.

17. A Morte da Utopia / Utopia of Death. Dir: Nenhum diretor creditado. Os índios Seri do México vivem em preparação para a maior de todas as existências, morte.

18. Sonhos / Dreams. Dir: Feix E. Feist. O que se passa na nossa mente quando sonhamos e como isto pode afetar nossas vidas.

19. American Spoken Here. Dir: Basil Wrangells. A história da gíria é realmente a história dos EUA.

20. Boatos / Whispers. Dir: Basil Wrangell. Como alguns homens astutos transformaram a fofoca de uma cidade pequena em um empreendimento lucrativo.

1941:

21. Outras Bagatelas de Importância / More Triffles of Importance. Dir: Basil Wrangell. Uma xícara de chá e uma pequena flor provam novamente como itens menores podem desempenhar papéis importantes na vida.

22. Chama entre Cinzas / Out of Darkness. Dir: Sammy Lee. História de um corajoso jornal clandestino na Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial.

23. Willie and the Mouse. Dir: George Sidney. Ratos têm cérebros e este estudo mostra que, assim como acontece com os humanos, existem membros inteligentes e burros da espécie.

A Rua da Amargura

24. A Rua da Amargura / This is the Bowery. Dir: Gunther V. Fritsch. Visão realista de uma das ruas mais incomuns da América do Norte e algumas das figuras trágicas que vivem lá.

25. O Último Ato / Your Last Act. Dir: Fred Zinneman. Uma olhada em alguns dos testamentos mais estranhos de todos os tempos, inclusive o de Charles Lounsberry.

26. Cães e Charadas / Of Pups and Puzzles. Dir: George Sidney. Vencedor do Oscar.
Experimentos com vários animais permitem que homens sejam colocados em trabalhos adequados.

27. Manias / Hobbies. Dir: George Labrouse. Um olhar para os hobbies mais interessantes do mundo mundo, inclusive a construção de ferrovias modelo e colocar navios em garrafas.

1942:

28. Strange Testament. Dir: Sammy Lee. A história de Julian Poydras, cujo encontro com uma moça no Mardi Gras produziu um efeito profundo em sua vida posterior.

29. Qual a Razão? / We Do It Because. Dir: Basil Wrangell. A origem de costumes como apertar as mãos, beijar, tirar o chapéu para as damas, etc.

30. Bandeira de Misericórdia / Flag of Mercy. Dir: Edward L. Cahn. Uma reedição de Anjo de Caridade / Angel of Mercy com uma nova estrutura de filmagem, relacionando-a com o envolvimento da América do Norte na Segunda Guerras Mundial.

Enclausurada pelo Medo

31. Enclausurada pelo Medo / The Woman in the House. Dir: Sammy Lee. A história de uma mulher que ficou reclusa durante quarenta anos, temendo que as pessoas a culpassem pela morte de seu amante anos atrás.

32. O Desconhecido Misterioso / The Incredible Stranger. Dir: Jacques Tourneur. Um homem se recusa a aceitar o fato de que sua esposa e filho estão mortos, e continua a agir como se eles estivessem vivos.

33. Vendetta / Vendetta. Dir: Joseph M. Newman. A história de Carlo Pozzo di Borgo, amigo de infância de Napoleão que mais tarde jura vingança.

Cena de O Alfabeto Mágico

34. O Alfabeto Mágico / The Magic Alphabet. Dir: Jacques Tourneur. A história do Dr. Christiaan Eijkman que descobriu o segredo das vitaminas e sua importância.

35. Enganos Famosos / Famous Boners. Dir: Douglas Foster. Gafes famosas na História: como o manuscrito de Thomas Carlyle sobre a Revolução Francesa foi queimado, como um espião frustrou um plano de sabotagem, etc.

36. O Filme Perdido / The Film That Was Lost. Dir: Sammy Lee. A história do departamento do filme do Museu de Arte Moderna de Nova York e exemplos de filmes raros que foram salvos.

Francisco Madero, Herói Mexicano

37. Francisco Madero, Herói Mexicano / Madero of Mexico. Dir: Edward L. Cahn. A história do homem que desencadeou a Revolução Mexicana e sacrificou sua vida para a liberdade de seu país.

1943:

38. Quem Não é Supersticioso? / Who’s Supersticious? Dir: Sammy Lee. Olhando superstições famosas, e rastreando suas origens, inclusive o “Flying Dutchman” (Holandês Voador) dos marinheiros.

39. Foi Por Isso Que Te Deixei / That’s Why I Left You. Dir: Edward L. Cahn. Um jovem escreve para sua esposa que está indo embora porque não consegue suportar a corrida de ratos em que vivem.

40. Bagatelas que contribuem para a Vitória / Triffles That Win Wars. Dir: Harold Daniels. Tais itens como uma garrafa vazia, uma aranha, e pesquisa química sobre bolas de bilhar ditaram o destino de muitas guerras.

41. Nem Toda A História é Verdade / Don’t You Believe It. Dir: Edward L. Cahn. Falsidades são expostas em lendas como a vaca de Mrs. O’Leary’s e o violino de Nero.

42. Como Nascem as Cantigas de Ninar / Nursery Rhime. Dir: Edward L. Cahn. Origens de algumas das cantigas de ninar mais populares – e da própria Mamãe Ganso.

43. Tesouro Esquecido / Forgotten Treasure. Dir: Sammy Lee. Mais trechos de filmes da filmoteca do Museu de Arte Moderna, inclusive tomadas de cinejornais das consequências do terremoto de San Francisco, comparadas com as imagens do filme San Francisco, a Cidade Pecado / San Francisco / 1936 da MGM.

44. Tormenta / Storm. Dir: Paul Burnford. Como o homem enfrentou as forças da natureza ao longo dos anos.

45. A Meu Filho Por Vir / To My Unborn Son. Dir: Leslie Kardos. Um pai checoslovaco escreve para o filho que ele nunca verá, para explicar sua resistência à invasão nazista.

46. Este é o Amanhã / This is Tomorrow. Dir: Nenhum diretor creditado. Um olhar sobre o futuro da América do Norte, com cidades e comunidades planejadas etc.

1944:

47. O Ferreiro Imortal / The Immortal Blacksmith. Dir: Sammy Lee. A história de Tom Davenport, um fazendeiro que inventou o motor elétrico.

48. Arte de Antanho / Grandpa Called It Art. Dir: Walter Hart. Uma pesquisa sobre a arte Norte-Americana de seus dias primitivos ao presente, com quadros de muitos mestres norte-americanos modernos.

Cena de Voltando do Nada

49. Voltando do Nada / Return from Nowhere. Dir: Paul Burnford. A história de um homem cujo subconsciente assume o controle de sua mente numa tarde, e ele não consegue se lembrar do que fez.

50. Ressurgimento do Normandie / A Lady Fights Back. Dir: Nenhum diretor creditado. A história do transatlântico de luxo francês Normandie que se recusa a ficar submerso.

1945:

51. Parece Que Vai Chover / It Looks Like Rain. Dir: Paul Burnford. A importância da previsão do tempo, especialmente para os fazendeiros, e o que eles podem fazer para se preparar.

The Seesaw and the Shoes

52. The Seesaw and the Shoes. Dir: Douglas Foster. Estes dois objetos (a gangorra e os sapatos) inspiraram a invenção do estetoscópio e a descoberta das propriedades da borracha.

53. The Great American Mug. Dir: Cyril Endfield. Um olhar nostálgico da barbearia nos anos 1890.

54. Caminho para a Luz / Stairway to Light. Dir: Sammy Lee. Vencedor do Oscar. A história do Dr. Philippe Pinel, o primeiro homem a tratar os loucos com compaixão em vez de crueldade.

55. People on Paper. Dir: Herbert Morgan. Uma história concisa das histórias em quadrinhos com clipes de filmes destes cartunistas e suas criações: H.H. Knerr (“Katzenjammer Kids”), Bud Fisher (“Mutt and Jeff”), Fred Lasswell Jr. (*Barney Google”), Frank King (“Gasoline Alley”), Chester Goud (“Dick Tracy”), Dick Calkins (“Buck Rogers”), Milton Caniff (“Terry and the Pirates”),Chic Young (“Blondie”), Raeburn Van Beuren (“Abbie and Slats”), Ham Fisher (“Joe Palooka”), Hal Foster (“Prince Valiant”),Harold Gray (“Little Orphan Annie”), Al Capp (“Lil’Abner”).

1946:

56. O Lampejo de Intuição / Golden Hunch. Dir: Nenhum diretor creditado. As histórias dos homens que tiveram palpites que levaram a grandes descobertas.

57. Magic on a Stick. Dir: Cyril Endfield. A história do químico britânico que descobriu o príncípio do fósforo de enxofre.

58. Our Old Car. Dir: Cyril Endfield. Nesbitt descreve a sua vida e a “história” de seu bairro através da sucessão de carros que seu pai possuía.

1947:

59. A Really Important Person. Dir: Basil Wrangell. Um menino é designado para escrever uma redação para a escola sobre uma pessoa muito importante, e ele percebe quão importante é seu próprio pai.

60. Tennis in Rhythm. Dir: Nenhum diretor creditado. A campeã de tênis Alice Marble mostra como um senso de ritmo pode ajudar em jogo de tênis.

61. O Extraordinário Mr. Nordell / The Amazing Mr. Nordell. Dir: Joseph M. Newman. A história de um dos falsificadores mais inteligentes de todos os tempos.

62. Milagre no Milharal / Miracle in a Cornfield. Dir: Nenhum diretor creditado. A história de um vulcão que entrou em erupção em um milharal em Paicutin, México.

1948:

63. Isto é Impossível! / It Can´t Be Done. Dir: Nenhum diretor creditado. Uma viagem através do Washington Hall of Fame (Salão da Fama de Washington) lembra homens cujas grandes idéias foram desprezadas em sua época.

64. Adeus, Querida Mestra / Goodbye, Miss Turlock. Dir: Edward L. Cahn. Vencedor do Oscar. Uma visita nostálgica a uma escola de uma sala e sua dedicada professora.

65. Minha Cidade Natal / My Old Town. Dir: Nenhum diretor creditado. A vida idílica em uma cidade pequena da América do Norte no início do século vinte.

66. Troféus Trágicos / Souvenirs of Death. Dir: Edward L. Cahn. A história de uma arma do campo de batalha germânico ao submundo Norte-Americano.

67. The Fabulous Fraud. Dir: Edward L. Cahn. A história de Franz Anton Mesmer, um charlatão que inadvertidamente descobriu o segredo do hipnotismo.

1949:

68. Annie era uma Maravilha / Annie Was a Wonder. Dir: Edward L. Cahn. Indicado ao Oscar. Uma garota sueca chega para trabalhar em uma família de fazendeiros norte-americanos no começo do século.

69. Pistas da Aventura / Clues to Adventure. Dir: Nenhum diretor creditado. Como três incidentes não relacionados afetaram o Bill of Rights (Declaração de Direitos).

70. Mr. Whitney teve uma idéia / Mr. Whitney Had a Notion. Dir: Gerald Mayer. A proposta ousada de Eli Whitney que introduziu a produção em massa na América do Norte.

71. Cidade das Crianças / City of Children. Nenhum diretor creditado. A história de Mooseheart, Illinois, um lar para crianças sem pais.